- Sente-se, Pedro, pois desejo lavar os seus pés! - Lavar os meus pés? Não, não posso permitir! - respondeu ele, sentindo-se constrangido com a proposta do Mestre. Afinal, lavar os pés de alguém deve ser humilhante, pois significa abaixar-se para tirar a sujeira que grudou na caminhada. Quem teria desejo de fazer algo assim? - pensou. Mas o Mestre insistiu: "- Se eu não os lavar, você não terá comunhão comigo." - Comunhão? - indagou. Mas isso é tudo o que mais quero! E acrescentou: "Pode lavar também minhas mãos e minha cabeça!" Depois de cumprir seu propósito, o Senhor ensinou aos seus seguidores: “E uma vez que eu, seu Senhor e Mestre, lavei seus pés, vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo a ser seguido. Façam como eu fiz a vocês.” Só quem passou por uma experiência como essa pode saber o quanto isso é poderoso e libertador! Provoca uma análise de si, e muda o olhar sobre o outro - aquele que lava os pés. É um encontro íntimo com a essê...