Deixe-me lavar seus pés!
- Lavar os meus pés? Não, não posso permitir! - respondeu ele, sentindo-se constrangido com a proposta do Mestre. Afinal, lavar os pés de alguém deve ser humilhante, pois significa abaixar-se para tirar a sujeira que grudou na caminhada. Quem teria desejo de fazer algo assim? - pensou.
Mas o Mestre insistiu:
"- Se eu não os lavar, você não terá comunhão comigo."
- Comunhão? - indagou. Mas isso é tudo o que mais quero! E acrescentou: "Pode lavar também minhas mãos e minha cabeça!"
Depois de cumprir seu propósito, o Senhor ensinou aos seus seguidores:
“E uma vez que eu, seu Senhor e Mestre, lavei seus pés, vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo a ser seguido. Façam como eu fiz a vocês.”
Só quem passou por uma experiência como essa pode saber o quanto isso é poderoso e libertador! Provoca uma análise de si, e muda o olhar sobre o outro - aquele que lava os pés.
É um encontro íntimo com a essência da vida. Com o húmus da existência.
Jesus disse aos discípulos que todos estavam limpos pela Palavra, mas precisavam ter os pés lavados. Por quê?
Acredito que as Escrituras instruem, corrigem, orientam e edificam vidas, contudo, somente a humildade tornará alguém capaz de praticá-las.
Lavar os pés uns dos outros representa tirar a sujeira do orgulho e da soberba da vida, que se apegam a nós durante a jornada.
Ele conclui: - “Agora que vocês sabem estas coisas, serão felizes se as praticarem.“

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