Você é vulnerável ou inabalável?
A queda de um meteorito na região de Tcheliabinsk, nos montes Urais, deixou mais de mil pessoas feridas nesta sexta-feira (15/02). Os fragmentos causaram danos em pelo menos em seis cidades da região onde caiu o corpo astral. Segundo cientistas, o meteorito pesava várias toneladas e poderia ter várias dezenas de metros de comprimento. "Houve pânico. As pessoas não tinham ideia do que estava acontecendo. Todos começaram a verificar as casas ao redor para ver se estava tudo certo", disse Sergey Hametov, morador de Chelyabinsk, a maior cidade da região a ser afetada, que fica a cerca de
E blá blá blá... Isso mesmo, não vou repassar a notícia toda porque você vai ouvi-la extensamente nos canais de comunicação. O que quero ressaltar aqui é minha opinião sobre a opinião do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, que considera o evento fenomenológico-natural uma demonstração da vulnerabilidade do nosso planeta. "Espero que não haja consequências graves, no entanto, isso (a queda do meteorito) é uma prova de que não apenas a economia é vulnerável, mas todo o nosso planeta", disse ele.
Acho que ele tem razão e você com certeza também acha, e todos acham a mesma coisa. Afinal, navegamos pelo universo a bordo de um minúsculo planetinha vulnerável, obediente à sua ordem natural. Ah! Que triste sina a nossa de ficarmos assim, tão expostos aos desastres naturais! E pior: aos irracionais! Não vou nem pensar nisso senão fico até deprimida (mas não ignoro o fato, viu?)
E como não é nada inteligente ficar parado diante das circunstâncias adversas, os russos já estão pensando em criar um sistema de prevenção e proteção perante a queda de objetos espaciais. Preocupados, admitem que nem a Rússia, nem os Estados Unidos têm tecnologia para abater os meteoritos que representam uma ameaça para a Terra. E deve haver um meio de se preservar das catástrofes! Sempre há, não duvido! Mas o que me incomoda mesmo é os homens acharem que materialmente podem tudo. Os problemas estão aí para serem resolvidos, ora bolas! É o que dizem.
Mas o problema é não entender que nem todos os problemas são de dimensão humana. Não somos deuses, nem semi-deuses. Nem toda a inteligência, nem toda a força podem mudar nosso destino, nem mesmo o da Rússia. Lamento sinceramente pelos feridos nessa catástrofe universo-localizada. Foram eles, mas poderiam ter sido nós. Afinal, somos todos vulneráveis. É claro que não desejo isso pra ninguém, contudo, coisas acontecem independentes da nossa vontade.
E é disso que quero falar. Da natureza da nossa existência. Aprendi que somos corpos, mas também somos compostos de alma e espírito. E entre os três, o espírito é o mais invulnerável. Afinal, você pode matar o corpo e destruir a alma, mas o seu espírito vai continuar persistindo. Contudo, o destino dele vai depender do que você faz com o seu corpo e com sua alma. Por exemplo, a alma (mente) decide fumar e assim, pouco a pouco mata o corpo. Quanto ao espírito, este vai só colhendo o resultado de suas escolhas.
O universo inteiro é regido por leis extremamente rigorosas. Ninguém escapa delas. E a que mais se aplica a nós é a Lei da Semeadura. Basta ver o que temos semeado no nosso planeta e verificar os frutos das sementes lançadas: buraco na camada de ozônio, aquecimento global, tsunamis e daí por diante. E pra quê burrice maior do que semear contra o nosso próprio corpo? E o quê dizer do semear na alma (ódio, inveja, trapaça, ...) contra o nosso semelhante, e o mal acabar repercutindo em nós mesmos? Pois é, e assim vamos vivendo e plantando em favor de nossa individualidade e ignorando o bem da coletividade.
Alguém já afirmou que integramos uma consciência coletiva regida por um hábil e superior maestro. Sendo assim, é fácil concluir que é ele - o Maestro - quem compõe as letras das músicas que devemos tocar para embalar a vida. E ser feliz depende disso, embora isso não nos livre da nossa vulnerabilidade. Contudo, cultivando a gratidão e empenhados em fazer parte do coral que entoa o hino universal, não nos abala o medo de sermos atingidos por um meteorito. Afinal, ele pode até atingir o corpo, mas o espírito continuará cantando. Lá lá lá lá ...
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