A energia do amor

Inspiração de Salvador Dalí 
Ontem eu estava leve, bem leve. Ia dirigindo tranquilamente por uma avenida movimentada de Brasília - muitos carros e pessoas transitavam - e eu estava indo ali, no meu Agora. Não pensava nada objetivo, apenas estava alegre, orando e agradecendo a Deus por aquele momento. Posso afirmar que estava feliz, mesmo.
E eu dirigia e olhava tudo em minha volta, coisa que raramente faço. Procurava olhar especialmente as pessoas, nos olhos. Parei num semáforo e notei uma moça morena, meio gorduchinha, que oferecia pipocas para os motoristas. Ela estava acompanhada de um homem magro que também vendia pipocas. Olhei-a nos olhos e ofereci-lhe um sorriso. Ela correspondeu também sorrindo e perguntando, naturalmente, se eu queria pipocas. Disse que não, meneando a cabeça, pois dentro de mim já me sentia grata em vê-la ali, trabalhando alegre, em meio ao atabalhoado trânsito para ganhar seus trocados. Ela seguiu.
Não me ocorreu comprar a pipoca apenas para ajudá-la, mas senti-me inclinada a orar abençoando-a por ser uma pessoa criada por Deus, que tem um espírito e que carece de proteção e amor, muito amor. Como todos nós, é claro. E foi com esse sentimento que dei partida no carro e segui o meu caminho. Porém, ao sair, ouvi atrás de mim um grito da moça dizendo ao seu companheiro:
- Nossa, quase morri atropelada! Foi Deus que pós a mão!
Olhei para trás e a vi trêmula, mas sorrindo de gratidão pelo livramento. Também sorri e senti-me intimamente grata a Deus por tê-la livrado. É isso que o Amor faz, sem nem mesmo dizer palavras.

(Salete Marry)

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